segunda-feira, 11 de outubro de 2010

127 na noite, 6 no dia.

09/10 e 10/10... AMAZING! :)
Anognya (Índia), Shay (Israel), Hatty (UK).
Amalia (Espanha), Ejiro (Nigéria).
good morning, sun shine!
Lotta (Alemanha), Oskar (Noruega), Asa (Noruega).
Anders (Suécia)
Lotta (Alemanha).
Marie (Noruega)

sábado, 9 de outubro de 2010

dormindo fora de casa.

Há muitas coisas ruins em sair de casa, em morar num campus... a maioria delas são aquelas das quais já reclamei tantas vezes neste blog. Porém há duas coisas que são pequeníssimas, mas fazem toda a diferença. A primeira delas é andar de carro. Primeiro, porque andamos de ônibus o tempo todo. Obviamente também fazia isso morando no fim da Asa Norte, ainda mais porque tenho a sorte de viver ao lado de uma parada de Zebrinha. A diferença é que aqui, quando não há possibilidade de usar transporte público, o que nos resta a fazer é pedir um táxi. Oh, deus, costa rican cabs! Uns motoristas loucos, que correm mais do que tudo e ainda buzinam a cada esquina! Um asco. E dá saudades de escutar Ben Harper no Sandero do irmão.
A outra coisa é estar em uma casa. Depois de um ano vivendo em El Coco, posso chamar minha amadíssima residência de home, mas... não é um lar. Não é simplesmente o fato de dividir o quarto com meninas que não são da minha família... é mais sobre dividir o teto com mais de 20 garotas com mudanças hormonais tão (ou mais) radicais que a minha, sobre não ter uma mamis dando colo quando a vida tá muito tensa ou pai censurando vestidos curtos. Também é sobre coisas que não dá para ter em um ambiente onde (quase) tudo é compartilhado.
Então hoje, depois de uma daquelas semanas quando só se sobrevive por conta de muito café, pílulas de guaraná e apoio de amigos, vou dormir fora. Eu e mais umas 10 pessoas dormiremos na casa de um dos day students do colégio, Anders (Suécia). Antes disso, haverá uma festa. E metade do colégio deve aparecer por lá.
I gotta a feeling that tonight is gonna be a good night.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

um terremoto.

Hoje à noite estávamos na living room comendo bolo das aniversariantes de setembro quando as janelas e portas de vidro começam a balançar e balançar e balançar... saímos da residência até os tremores passarem. Sofremos o primeiro terremoto do ano. E muitos primeiros anos sofreram o primeiro terremoto da vida deles. Um grandinho: 5,9.
Lembro que achei super cool quando passei por tal experiência de sentir tudo à minha volta mover-se enquanto estava sentada na sala de estudos com a Nabila.
Dessa vez foi diferente. Ainda me lembrava do treinamento que tivemos ano passado e só o que pensei foi "god damn, tenho que fazer esses primeiros anos irem pra frente do anfiteatro!"
Me senti a segundo ano responsável, hahaha.
Enfim, deu tudo certo... o epicentro foi um pouco fora de San José, então não causou danos.
Só um sustinho.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

caminho em frente pra sentir saudade.

Estou bem estressada por conta dessa bendita monografia e minha incapacidade de organização. Obviamente farei algo que deveria ter sido começado durante as férias em uma semana. Congrats! Adicione a isso meus distúrbios emocionais usuais e o pior agravante possível: TPM.
É a medida perfeita pra um nervous breakdown daqueles. A gota d'água foi receber um e-mail de uma das minha melhores amigas, Natália, me contando que amanhã elas viajam pra Porto Seguro.
Background information: durante nossa viagem aos Estados Unidos em 2007, planejamos outras duas: uma de verdade, outra utópica. Porto Seguro durante nossa "Semana de Saco Cheio" e Las Vegas quando a Fê completasse 21 anos (hahaha, lembra disso?).
Quando li tal e-mail, resolvi dar uma pausa nos estudos e dar uma "fuçadinha" no Orkut dos meus amigos e... foi uma péssima ideia. Só serviu para me lembrar que já não estou lá. Que não vou encontrá-los na segunda-feira para perguntar "qual é a boa do finde?" Que não rola de ver o pôr-do-sol na Torre depois de uma semana daquelas. Que estamos crescendo, mas em direções diferentes. Me dói pensar que a cada passo que dou, me distancio um pouquinho mais dos meus amores*.
Hoje, depois de muito tempo, senti aquele aperto no coração e uma vontade monstruosa de entrar no próximo avião com destino ao Aeroporto Santos Dumont - Brasília, Brasil. Quis como nunca tomar um cappuccino no Savana com a irmã, bombar no 5uinto com as amigas, ir ao clube com a mamis ver papai jogar futebol ou escutar música alta com os vidros do carro abertíssimos enquanto atravesso a cidade pelo Eixo com o irmão.
Mas, porém, contudo, todavia... "saudade é bicho que dá e passa".
Post escrito ao som de: Just My Imagination, Janta e TV Family.
*E hoje eu me registrei pro SAT de novembro. Sim, farei SAT, SAT Subjects, Toefl e... aplicarei para os Estados Unidos.
"Caminho em frente pra sentir saudade".

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Estou confusa.

preciso de inspiração urgentemente. antes que eu desista de escrever.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

o que você quer?

Tempo aqui onde estou não é como tempo aí onde você está, isso é certo. Por mais que tenha voltado a viver aqui em casa há apenas seis semanas, já passei por tanto, tanto, tanto...
O que lhes contarei aconteceu há pouquinho menos de um mês. Nesta "época" havia um certo primeiro ano batendo na porta do meu quarto a cada dois segundos. Hoje em dia, o máximo de contato que temos é quando nos esbarramos no corredor e ele se obriga a me dar "hello" - pobres primeiros anos que não sabem distinguir amizade de qualquer outra coisa e acabam magoadinhos.
Mesmo assim, não esqueço de uma certa conversa que tivemos na sala de estudos de Malpaís. Eu lhe contava da confusão sentimental que foi o final do meu primeiro ano enquanto ele brincava com meu lápis de veludo verde. Quando terminei a história, ainda brincando com o tal lápis, me perguntou:
- Do you want a man or a Marlboro?
- Como assim? Se eu quero um homem ou um Marlboro?
- Sim... você quer estar com alguém ou simplesmente satisfazer um desejo, ou pior, um vício?
Me peguei pensando nisso agora há pouco enquanto, ironicamente, fumava um dos últimos cigarros do que prometi a Danielle (Israel) ser o último maço comprado por mim. Pensei em como essa mentalidade meio free love que sempre achei a coisa mais natural do mundo pode ser prejudicial na construção emocional de alguém. Especialmente de uma mulher.
Por esse devaneio meio random, culpem minha monografia: tenho que entregar o primeiro rascunho em 14 dias. Me pergunte quantas palavras tenho... aliás, não pergunte não.
Lhes deixo e volto a pesquisar sobre esse assunto que me interessa tanto: estereótipos da mulher tendo como enfoque seus relacionamentos amorosos. Me desejem sorte nessa loucura que é escrever uma E.E.
Post escrito ao som de Florence and The Machine e cheio de saudades da irmã, com quem dividi o quarto durante as férias e passei tantas noites falando de amor...

domingo, 3 de outubro de 2010

exercendo o direito de cidadã.

Lembro de ter meus onze anos e fazer meu pai ir comigo a um escritório do PT ao lado do Conic para conseguirmos material de campanha. Não entendia nada, mas achava o máximo que o Brasil estivesse em tão grande alvoroço pela possibilidade de eleição de um "presidente do povo". E foi lindo ver tão bela festa de tomada de posse; gente junta, comemorando essa mudança de ares tão necessária. A reeleição era uma certeza e nem tenho registro de tal na minha memória.
Desde que descobri o que diabos era política sempre me interessei e tive muita vontade de envolver-me com isso. Me parecia uma arma eficaz para lutar pelo que acreditava/acredito.
Ironicamente, na primeira vez que me é permitido votar, estou vivendo fora do meu país, a par dos acontecimentos apenas pela metade. Só assisti a um dos debates, o primeiro, enquanto ainda estava em Brasília. Foi um daqueles dias lindos das férias que terminaram na casa dos Garcia que eu amo tanto - este foi um comentário irrelevante, mas quero que eles saibam que penso nessa e em todas as outras noite bonitas que compartilhamos com carinho.
Bom, pelo menos um pouquinho pude participar: hoje de manhã fomos Emile, Marina e eu ao Centro de Estudios Brasileños, ao lado da nossa embaixada e votamos. Depois de passarmos a viagem de ida toda discutindo antigos governos e atuais candidatos, nenhuma mudou de ideia.
Não sei se lhes interessa, mas aqui está meu voto: Marina Silva. E desde sempre soube que haveria segundo turno entre outros dois candidatos. Nem pensei em mudar meu voto por isso; nunca votaria em alguém só para evitar o tal transtorno de voltar à urna. Meu voto foi por alguém que me parece extremamente capaz e cujas propostas gritam "mudança".
Bueno, só queria comentar: quem vive internacionalmente só é brasileiro pela metade...

sábado, 2 de outubro de 2010

ou não...

Celebração antes da hora dá nisso:
estamos fazendo as malas de novo.
"Just in cases".

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

estamos a salvo.

Abner: o que você achou do alerta de ontem?
Bethania: bastante estúpido. acho que o colégio fez muito barulho por nada. creio que queriam mostrar aos Comitês Nacionais que estão preparados para qualquer situação depois do fiasco dinamarquês*. esse colégio sempre faz escândalo desnecessariamente.
Abner: (risos) não entendo como ninguém perguntou de onde veio essa informação antes de confiar cegamente. seria a primeira coisa que eu faria se estivesse no início da reunião.
Bethania: tinha certeza que era um exagero. nem fiz minha mala. me preocupou muito mais a situação no Equador. tentei ver as notícias em EcuadorInmediato, mas a internet estava terrível.
Abner: estava assistindo na TV (...)
Estamos bem, gente. Aparentemente o deslizamento não alcançará o colégio.
E sabem o que? A presidente da Costa Rica, Laura Chinchilla, usou nosso campo de futebol para pousar seu helicóptero e ir visitar pessoas afetadas pelo deslizamento. Ouvimos o helicóptero chegar... passou 20 minutinhos, e ouvimo-lo ir embora. Que mulher caridosa essa, hein?! Político é político em qualquer lugar do mundo...
*sobre o "danish failure" falarei em algum outro momento.