segunda-feira, 20 de setembro de 2010

danem-se os astros, os autos, os signos, os dogmas...

Decidi que a única coisa que faria sentido naquele momento era tomar um café no Doris. Peguei minha bolsa, me pus um xale carmim e saí. Sentei no bar do restaurante, pedi um cappuccino e escrevi umas várias páginas no diário, porque senti uma vontade louca de pôr em palavras todos os pensamentos que andaram passando pela minha cabeça nesse domingo improdutivo.
Bem mais tarde, quase na hora de dormir, olho minha caixa de entrada e lá está um e-mail do irmão me dizendo algo como "parece que você está mais independente nessa nova fase, adaptada a viver sozinha".
Como prova de que Adriano e eu somos siameses ligados pela mente, compartilharei um trecho do que escrevi durante esta tarde:
"(...) resolvi ler o mês de setembro de 2009 do meu blog para lembrar o que sentia - ou simplesmente porque sou assim de egocêntrica. a conclusão a que cheguei foi a mais óbvia possível: tudo está diferente. sinto que cresci muito e estou muito feliz de ter registros escritos de tal mudança. o que mais me parece diferente é que agora eu me controlo. não fico tresloucada sob pressão. (...) outra mudança evidente é a maneira como me vejo: sou uma mulher, não uma menina. e me respeito muito mais. (...) cada dor ensina algo... e aquelas que vivi me ensinaram a tomar responsabilidade pelas consequências de minhas escolhas."
Esse foi pra ti, irmão... escrito ao som de Bob Dylan e temperado com muita, muita saudade. Esqueci de colocar na réplica ao teu e-mail, mas aqui está: Eu amo você.

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